Roteiro e reflexão do 34º domingo do tempo comum

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Elaborado por Vasco Lagares/Diocese de Itabira/Cel. Fabriciano

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo,

Rei do Universo

Dia do Leigo e da Leiga

O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra. A ele glória e poder através dos séculos (Ap 5,12; 1,6)

REFRÃO

Onde o amor e a caridade, Deus aí está!

Ani. Hoje, encerramos o Ano Litúrgico, celebrando a Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo. Ao longo do Ano Litúrgico, entramos em contato com a proposta libertadora de Jesus de Nazaré. Ele nos apresenta o Reino e nos indica o caminho: o seu seguimento. Em sua atividade cotidiana, Ele inverte a lógica da realeza deste mundo. Ele se coloca a serviço de todos, promove a inclusão, a cura, a acolhida, a escuta. Ele não faz nenhuma distinção. Ele apenas ama e cuida de todos que o Pai lhe confiou. Nesta Solenidade  celebramos o serviço dos cristãos leigos e leigas, homens e mulheres que se dedicam a construção do Reino, por meio de ações concretas, gestos de acolhida e profecia. Celebremos este nosso encontro fraterno, vislumbrando a glória definitiva do Cristo.

RITOS INICIAIS

  1. CANTO DE ENTRADA

Tu és o Rei dos Reis!

O Deus do Céu deu-te o Reino Força e Glória

E entregou em tuas mãos a nossa história

Tu és Rei e o amor é tua lei

  1. Sou o primeiro e derradeiro, fui ungindo pelo amor

Vós sois meu povo, eu vosso Rei e Senhor Redentor

  1. Vos levarei às grandes fontes, dor e fome não tereis!

Vós sois meu Povo, eu vosso Rei, junto a mim viverei!

  1. ACOLHIDA E SAUDAÇÃO

PR: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

ASS: Amém!

PR: A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.

ASS: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo

  1. ATO PENITENCIAL:

PR: Meus irmãos e irmãs, nos colocando diante do Senhor, reconheçamos as nossas culpas, para que participemos dignamente desta santa Liturgia. Confessemos os nossos pecados:

Ass: Confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, Nosso Senhor.

Pres: Deus Todo-Poderoso tenha compaixão de nós perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Ass: Amém.

Pres: Senhor, tende piedade de nós.

Ass: Senhor, tende piedade de nós.

Pres: Cristo, tende piedade de nós.

Ass: Cristo, tende piedade de nós.

Pres: Senhor, tende piedade de nós.

Ass: Senhor, tende piedade de nós.

  1. HINO DE LOUVOR:

1-Glória a Deus nos altos céus! Paz na terra seus amados. A vós louvam, Rei  celeste,  os que foram libertados!

Glória a Deus, lá nos céus,

E paz aos seus amém

2- Deus e pai, nós vos louvamos, adoramos, bendizemos. Damos glória ao vosso nome,    vossos dons agradecemos.

3-  Senhor nosso Jesus Cristo,     Unigênito do Pai, Vós, de  Deus Cordeiro e Santo,  Nossas culpas perdoai.

4- Vós, que estais junto do Pai, como nosso intercessor, Acolhei nossos pedidos, atendei nosso clamor.

5- Vós somente sois o Santo,   O  Altíssimo . o Senhor, Com o Espírito Divino,   de Deus Pai no esplendor!

5 ORAÇÃO DO DIA

PR.: Deus eterno e todo-poderoso, que dispusestes restaurar todas as coisas no vosso amado Filho, rei do universo, fazei que todas as criaturas, libertas da escravidão e servindo à vossa majestade, vos glorifiquem eternamente. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

AS.: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

  1. PRIMEIRA LEITURA – 2Sm 5,1-3

Leitura do Segundo Livro de Samuel

  1. SALMO – 121,1-2.4-5

R.Quanta alegria e felicidade: vamos à casa do Senhor!

  1. SEGUNDA LEITURA – Cl 1,12-20

Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses

  1. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia.

É bendito aquele que vem vindo, que vem vindo em nome do Senhor; e o reino que vem seja bendito, ao que vem e a seu reino, o louvor! (Mc 11,9s).

  1. EVANGELHO – Lc 23,35-43

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

  1. HOMILIA\REFLEXÃO

O interrogatório de Jesus começa com uma pergunta direta, posta por Pontius Pilatus (vers. 33b): «Tu és o Rei dos judeus?» Este início de interrogatório revela qual era a acusação apresentada pelas autoridades judaicas contra Jesus: Ele tinha pretensões messiânicas; pretendia restaurar o reino ideal de David e libertar Israel dos

opressores. Esta linha de acusação vê em Jesus um agitador político empenhado em mudar o mundo pela força, que fundamenta as suas pretensões e a sua ação no poder das armas e na autoridade dos exércitos. Esta acusação tem fundamento? Jesus aceita-a?
A resposta de Jesus situa as coisas na perspectiva correta. Ele assume-se como o messias que Israel esperava e confirma, claramente, a sua qualidade de rei; no entanto, descarta qualquer parecença com esses reis que Pontius Pilatus conhece (vers. 36). Os reis deste mundo apoiam-se na força das armas e impõem aos outros homens o seu domínio e a sua autoridade; a sua realeza baseia-se na prepotência e na ambição e gera opressão, injustiça e sofrimento… Jesus, em contrapartida, é um prisioneiro indefeso, traído pelos amigos, ridicularizado pelos líderes judaicos, abandonado pelo povo; não se impõe pela força, mas veio ao encontro dos homens para os servir; não cultiva os próprios interesses, mas obedece em tudo à vontade de Deus, seu Pai; não está interessado em afirmar o seu poder, mas em amar os homens até ao dom da própria vida… A sua realeza é de uma outra ordem, da ordem de Deus. É uma realeza que toca os corações e que, em vez de produzir opressão e morte, produz vida e liberdade. Jesus é rei e messias, mas não vai impor a ninguém o seu reinado; vai apenas propor aos homens um mundo novo, assente numa lógica de amor, de doação, de entrega, de serviço.
A declaração de Jesus causa estranheza a Pontius Pilatus. Ele não consegue
entender que um rei renuncie ao poder e à força e fundamente a sua realeza no amor e na doação da própria vida. A expressão posta na boca de Pontius Pilatus «então, Tu és Rei» (vers. 37a) parece uma “deixa” de alguém para quem as declarações do seu interlocutor não são claras e que conserva a porta aberta a ulteriores explicações… Na sequência, Jesus confirma a sua realeza e define o sentido e o conteúdo do seu reinado.
A realeza de que Jesus Se considera investido por Deus consiste em «dar testemunho
da verdade» (vers. 37b). Para o autor do Quarto Evangelho, a “verdade” é a realidade de Deus. Essa “verdade” manifesta-se nos gestos de Jesus, nas suas palavras, nas suas atitudes e, de forma especial, no seu amor vivido até ao extremo do dom da vida. A “verdade” (isto é, a realidade de Deus) é o amor incondicional e sem medida que Deus derrama sobre o homem, a fim de o fazer chegar à vida verdadeira e definitiva. Essa “verdade” opõe-se à “mentira”, que é o egoísmo, o pecado, a opressão, a injustiça, tudo aquilo que desfeia a vida do homem e o impede de alcançar a vida plena. A “realeza” de Jesus concretiza-se, por um lado, na luta contra o egoísmo e o pecado que escravizam o homem e que o impedem de ser livre e feliz; por outro lado, a realeza de Jesus consuma-se na proposição de uma vida feita amor e entrega a Deus e aos irmãos. Esta meta não se alcança através de uma lógica de poder e de força (que só multiplicam as cadeia de mentira, de injustiça, de violência); mas alcança-se através do amor, da partilha, do serviço simples e humilde em favor dos irmãos. É esse “reino” que Jesus veio propor; é a esse “reino” que Ele preside.
A proposta de Jesus provoca uma resposta livre do homem. Quem escuta a voz de Jesus adere ao seu projeto e se compromete a segui-l’O, renuncia ao egoísmo e ao pecado e faz da sua vida um dom de amor a Deus e aos irmãos (vers. 37c). Passa, então, a integrar a comunidade do “Reino de Deus”.

https://www.dehonianos.org/

  1. PROFISSÃO DE FÉ
  2. PRECES DA ASSEMBLÉIA

PR: Irmãos e irmãs, elevemos humildemente nossas preces ao Pai, que tanto amor demonstra a todos nós. Rezemos juntos:

  1. Por Cristo, Rei do Universo, atendei-nos!
  2. Pela Igreja de Cristo, povo de Deus que em sua caminhada neste mundo quer viver a justiça e fraternidade, a exemplo de Jesus de Nazaré. Rezemos juntos.
  3. Por nossa Comunidade, para possa acolher a palavra de Deus e coloca-la em prática em suas ações cotidianas. Rezemos juntos.
  4. Pelo povo negro, para que em Cristo Jesus, encontre a consolação e possam resistir com autenticidade aos preconceitos e injustiças deste mundo e construir uma sociedade democrática e igualitária. Rezemos juntos.
  5. Por nosso país, para que retome o caminho da democracia e da construção de uma sociedade mais fraterna. Rezemos juntos.

PR.: Pai amoroso, acolhei as preces que em Jesus, Rei do Universo, dirigimos a Vós, atendei com bondade o que pedimos com fé. Por Cristo, nosso Senhor. AS.: Amém.

LOUVOR E AÇÃO DE GRAÇAS

Ani. Tendo participado da mesa da Palavra, participemos agora da partilha fraterna, gesto de nossa entrega ao Pai, como leigos e leigas a serviço do Reino.

  1. CANTO DAS OFERTAS

Esta mesa nos ensina

Todo o bem que a gente alcança

Em comum devemos pôr

O remédio, a medicina

Pão e vinho e segurança

Alegria, fé e amor

Meu irmão eu vi plantar

Meu irmão plantou o pão

Mas na mesa do jantar

Não chamaram meu irmão

 

Minha irmã trabalhadora

É operaria e mãe também

Sai de casa, o filho chora

Fica em casa, o pão não vem

 

Meu irmão pagou imposto

Para a vida melhorar

Mas não tem doutor nem posto

Porque é pobre seu lugar…

 

  1. Irmãos, agradecidos, elevemos nossos louvores ao Pai. Com braço forte Ele conduziu seu povo e continua, com a luz de seu Espírito, a acompanhar a Igreja peregrina neste mundo.
  2. Bendito e louvado seja Deus, Pai que tanto amor demonstra a todos nós.

PR.: O Senhor esteja conosco.

  1. Ele está no meio de nós.
  2. Elevemos ao Senhor nosso louvor.
  3. É nossa alegria e salvação.

PR.: Nós vós damos graças, ó Pai, por toda a vossa criação e por tudo o que fizestes no meio de nós, por intermédio de Jesus Cristo, vosso Filho e nosso irmão, que nos destes como imagem viva do vosso amor e de vossa bondade e em nós alimentas a esperança do Teu Reino.

  1. Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!

PR.: Envie sobre nós, aqui reunidos, o vosso Espírito e dai a esta terra que nos sustenta uma nova face. Que haja paz em nossas famílias e cresça em nossa comunidade a alegria de sermos vossos por Cristo, nosso Senhor.

  1. Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!

PR.: Pela Palavra do Evangelho de vosso Filho, fazei que as Igrejas do mundo inteiro caminhem na unidade com o Papa Francisco e sejam sinais da presença do Cristo ressuscitado. Tornai esta comunidade cada vez mais sinal de vossa bondade e unida na caminhada com a Diocese sob a orientação do nosso Bispo ….

  1. Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!

PR.: Lembrai-vos, ó Pai, dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança do Cristo Ressuscitado …(lembrar os falecidos da comunidade), e de todos os falecidos, cuja fé só vós conhecestes; acolhei-os junto a vós, na luz da vossa infinita misericórdia.

  1. Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!

PR.: Ó Deus, criador do céu e da terra, os nossos louvores e as nossas preces cheguem a vós pelas mãos daquele que é nosso único mediador, Jesus Cristo, nosso Senhor.

  1. Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!
  2. RITO DE COMUNHÃO

PR.: Como Jesus nos ensinou, rezemos ao Pai com confiança:

AS.: Pai Nosso…

MESC: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

AS.: Senhor, eu não sou digno(a)…

  1. CANT0 DE COMUNHÃO

É Comunhão, é comunhão

Em Jesus Cristo por inteiro neste pão,

É Comunhão, é comunhão

Com sua Igreja Missionária em ação.

  1. É Comunhão é com Deus vivo e verdadeiro, Que dia a dia vem em nossa direção.

Com Ele vamos revelar ao mundo inteiro, Os horizontes da Evangelização.

  1. É comunhão com projeto de Jesus, Boa Nova que Ele veio revelar,

Que por amor aceitou morrer na cruz, Para o seu povo oprimido resgatar.

  1. É comunhão com o Espírito de Amor, Protagonista da Evangelização.

Ele revela os segredos do Senhor, E guia a Igreja nos caminhos da missão.

  1. É comunhão com a Igreja Missionária, Que nos acolhe, nos convoca, nos envia.

Como Maria segue sempre solidária, Alimentada pela Santa Eucaristia.

  1. É comunhão com a história do meu povo, Que sofre, chora e não cansa de esperar.

Da velha terra vai nascer um mundo novo, Nesta esperança vamos juntos comungar.

  1. ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO

PR.: Alimentados pelo pão da imortalidade, nós vos pedimos, ó Deus, que, gloriando-nos de obedecer na terra aos mandamentos de Cristo, rei do universo, possamos viver com ele eternamente no reino dos céus. Por Cristo, nosso Senhor.

AS.: Amém.

  1. AVISOS
  1. BENÇÃO FINAL
  2. PR. O senhor nos abençoe e nos guarde!

ASS. Amém!

  1. O senhor faça brilhar sobre nós a sua face e nos seja favorável!

ASS. Amém!

  1. O senhor dirija para nós o seu rosto e nos dê a paz.

ASS. Amém!

  1. Que o Senhor confirme a obra de nossas mãos, agora e para sempre. Amém!

ASS. Amém!

  1. Abençoe-nos o Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.

ASS. Amém!

  1. A alegria do Senhor seja nossa força vamos em paz e o Senhor nos acompanhe.
  2. CANTO FINAL

Quando o dia da paz renascer

Quando o Sol da esperança brilhar

Eu vou cantar

 

Quando o povo nas ruas sorrir

E a roseira de novo florir

Eu vou cantar

 

Quando as cercas cairem no chão

Quando as mesas se encherem de pão

Eu vou cantar

 

Quando os muros que cercam os jardins, destruídos

Então os jasmins vão perfurmar

 

Vai ser tão bonito se ouvir a canção

Cantada de novo

No olhar da gente a certeza de irmãos

Reinado do povo

 

Quando as armas da destruição

Destruídas em cada nação

Eu vou sonhar

 

E o decreto que encerra a opressão

Assinado só no coração

Vai triunfar

 

Quando a voz da verdade se ouvir

E a mentira não mais existir

Será enfim

Tempo novo de eterna justiça

Sem mais ódio sem sangue ou cobiça

Vai ser assim

 

Vai ser tão bonito se ouvir a canção

Cantada de novo

No olhar da gente a certeza de irmãos

Reinado do povo

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