Roteiro e reflexão do 33º Domingo do Tempo Comum

566

Por Vasco Lagares – Diocese de Itabira/Cel. Fabriciano

17 de novembro de 2019

DIA MUNDIAL DOS POBRES

A esperança dos pobres jamais se frustrará (Sl. 9,19)

 

REFRÃO

Tua palavra é lâmpada para meus pés Senhor,lâmpada para meus pés, Senhor,luz para o meu caminho. Lâmpada para os meus pés, Senhor,luz para o meu caminho. (bis)

 

Ani.Nossa vida se alicerça na esperança do Reino de Deus. Mas, não é uma esperança que nos acomoda, ou nos aprisiona em nossos templos. É uma esperança que nos impulsiona para a construção deste Reino. Nos coloca a caminho, percorrendo as estradas empoeiradas de nosso país. Muitos desistem, sucumbem às desordens deste mundo. Porém, muitos são os exemplos que nos fazem caminhar com mais ânimo e alegria. Neste Domingo, celebrando em comunhão com todas as comunidades eclesiais, espalhadas por todo o mundo, o Dia Mundial do Pobre, peçamos ao Deus da vida, que alimentados pela esperança de seu Reino, sejamos construtores da paz e da justiça. Celebremos com fé.

RITOS INICIAIS

  1. CANTO DE ENTRADA

Javé, o Deus dos pobres, do povo sofredor, aqui nos reuniu pra cantar o seu louvor. Pra nos dar esperança e contar com sua mão na construção do reino, reino novo, povo irmão.

  1. Sua mão sustenta o pobre, Ninguém fica ao desabrigo, Dá sustento a quem tem fome. Com a fina flor do trigo.
  2. Alimenta os nossos sonhos, Mesmo dentro da prisão. Ouve o grito do oprimido, Que lhe toca o coração.
  3. Cura os corações feridos, Mostra ao forte o seu poder, Dos pequenos é a defesa, Deixa a vida florescer.
  4. ACOLHIDA E SAUDAÇÃO

PR:Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

ASS: Amém!

PR:A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do pai e a comunhão do espírito santo estejam convosco.

ASS: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo

  1. ATO PENITENCIAL:

PR:Meus irmãos e irmãs, nos colocando diante do Senhor, reconheçamos as nossas culpas, principalmente quando somos responsáveis pela desesperança em nossas comunidades.Confessemos os nossos pecados:

PR: Tende compaixão de nós, Senhor.

ASS: Porque somos pecadores

PR: Manifestai Senhor a vossa Misericórdia.

ASS: E dai-nos a vossa salvação

Pres: Deus Todo-Poderoso tenha compaixão de nós perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Ass: Amém.

Canto: Senhor, tende piedade de nós!

(2x) Cristo, tende piedade de nós! (2x)

Senhor, tende piedade de nós! (2x)

  1. HINO DE LOUVOR:

Glória a Deus nas alturase paz na terra aos homens por ele amados.

Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo poderoso

Nós Vos louvamos

Nós Vos bendizemos

Nós Vos adoramos

Nós Vos glorificamos

Nós Vos damos graças, por Vossa imensa glória.

Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito

Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai

Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós

Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica

Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós

Só Vós sois Santo \ Só Vós sois o Senhor \ Só Vós o Altíssimo, Jesus Cristo \ com o Espírito Santona glória de Deus Pai. Amém!

5 ORAÇÃO DO DIA

PR.:Oremos: Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegriaconsista em vos servir de todo ocoração, pois só teremos felicidadecompleta, servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

AS.: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

  1. PRIMEIRA LEITURA – Ml 3,19-20a

Leitura da Profecia de Malaquias

  1. SALMO – Sl 97,5-6.7-8.9a.9bc
  2. O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará.
  1. SEGUNDA LEITURA – 2Ts 3,7-12

Leitura da segunda carta de São Paulo aos Tessalonicenses

  1. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Jesus Cristo é o primogênito dos mortos; a ele a glória e o domínio para sempre! (Ap 1,5s).

  1. EVANGELHO – Lc 21,5-19

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

  1. HOMILIA\REFLEXÃO

 

Jesus denuncia o sistema injusto do templo e anuncia o seu fim (21,5-6)

Nosso texto para reflexão na liturgia deste final de semana situa Jesus em Jerusalém nos dias que precedem a sua violenta morte imposta a ele por ser fiel ao Pai no anúncio de uma boa-nova aos pobres (4,18-19). E, no templo, Jesus presencia o gesto mais divino que há sobre a face da terra, isto é, a partilha protagonizada pela viúva pobre. Sua atitude é a única coisa boa que Jesus encontrou no templo de Jerusalém. E se encanta com esse gesto de uma mulher tão vulnerável e empobrecida (21,1-4).

Outro é o motivo de admiração dos discípulos. Maravilhavam-se pelas valorosas ofertas para pagar promessas e pelas impressionantes pedras com que estava construído o templo (21,5-6). Para a surpresa deles, Jesus denuncia a injustiça desse centro religioso, político e econômico da Judeia.  É o que ele deixou bem claro ao, “entrando no templo, expulsar os vendedores, dizendo-lhes: está escrito: minha casa será uma casa de oração. Vós, porém, fizestes dela um covil de ladrões” (19,45-46; cf. Isaías 56,7; Jeremias 7,11). Ao mesmo tempo, Jesus anuncia o fim dessa instituição, pois “dias virão em que não ficará pedra sobre pedra que não seja demolida” (21,6).

Nesse sentido, ao inserir-se na linha profética, Jesus se antecipa a Marx na crítica à religião quando esta serve como fonte de injustiça, de alienação e de ópio para povo. O papel do templo é promover vida, é ser lugar de encontro com Deus como casa do Pai (2,49). Jesus mesmo é esse lugar em que o divino se humaniza e o humano é divinizado. Para as comunidades cristãs, partindo do fato histórico da destruição do templo, referem-se ao Antigo Israel como quem abandonou a Aliança, dando lugar à boa-nova do reinado de Deus vivido pelas comunidades, e que são o Novo Israel. Agora, a referência fundamental não é mais o templo, mas a pessoa de Jesus.

Discernir, ter coragem, testemunhar com sabedoria e perseverar (21,7-19)

Depois que Jesus apresenta seu projeto em relação ao templo, os discípulos perguntam a respeito da época em que isso deveria acontecer e do sinal que viria antes. Mais do que responder às perguntas, Jesus convida ao discernimento, ao testemunho e à perseverança.

Diante da insegurança dos conflitos acima lembrados, o evangelho quer animar e confortar, orientar e advertir as comunidades, dizendo que a destruição de Jerusalém e do templo ainda não é o fim deste mundo injusto (21,9).

Desse modo, ainda é preciso discernimento: “Atenção para não serdes enganados” (21,8). E mais, é preciso ter coragem, superar o medo: “Não vos atemorizeis!” (21,9). Além das guerras (21,9-10), o evangelista lembra também, em linguagem apocalíptica, os abalos cósmicos. Embora os terremotos, as pestes e a fome fossem realidades históricas, aqui também são citados junto com “fenômenos pavorosos e grandes sinais vindos do céu” (21,11). Essa linguagem apocalíptica é comum para se referir a uma realidade nova que está por vir, totalmente diferente da violência das guerras e da ocupação das colônias pelo império colonialista de Roma. E essa nova realidade já está sendo gestada nas relações de justiça vividas nas comunidades.

Em meio às perseguições, é preciso continuar dando testemunho e reafirmando a fé, mesmo que isso leve ao martírio. Em grego, a palavra que traduzimos por testemunho é martiría (21,13). Nesse testemunho, as comunidades não estão sós, pois o Espírito de Jesus ressuscitado está com elas, de modo que possam resistir com sabedoria e eloquência (21,14-15).

Discípulas e discípulos de Jesus não devem deixar-se enganar, mas perseverar, pois “é pela perseverança que mantereis vossas vidas” (21,19). As comunidades esperam, confiam e perseveram com fé na vitória de Deus. Perseverar não é aguardar de braços cruzados, mas engajar-se na superação de todas as forças do mal, resistindo com sabedoria e já vivendo hoje as relações que esperamos para todo o mundo amanhã.

Senhor, ajuda-nos no discernimento dos teus sinais em nossos tempos, para não sermos enganados por tantas mentiras e ilusões. Dá-nos coragem, ó Deus, para testemunharmos teu amor diante do ódio e de tanta violência, muitas vezes legitimados em teu nome. Concede-nos sabedoria para seguirmos com perseverança no cuidado da vida. Amém!

Texto de autoria de Ildo Bohn Gass, biblista popular, autor e assessor do Centro de Estudos Bíblicos.

  1. PROFISSÃO DE FÉ
  2. PRECES DA ASSEMBLÉIA

PR:Irmãos e irmãs, roguemos a Cristo, que intercede por nós, para quenos ajude a estar atentos e vigilantes à sua espera e que possamos alcançar a graça de sua misericórdia. Rezemos juntos:

  1. Senhor, atendei-nos em nossa esperança
  2. Por nossa comunidade, para que seja uma casa acolhedora para os pobres e necessitados. Rezemos juntos:
  3. Pela Igreja, para que atenta ao que nos pede o Papa Francisco, possamos contribuir com a superação das injustiças e desigualdades. Rezemos juntos:
  4. Pelas nossas lideranças políticas, para que cumpram com o compromisso de promover a justiça social e superar as desigualdades em nossa cidade e pais. Rezemos juntos:
  5. Por nossas pastorais, movimentos e serviços, para que fieis ao chamado de Cristo, acolhamos como o bom samaritano, os caídos e necessitados. Rezemos juntos:

PR.: Pai de misericórdia, acolhei as preces que dirigimos a Vós, atendei com bondade o que pedimos com fé. Por Cristo, nosso Senhor. AS.: Amém.

LOUVOR E AÇÃO DE GRAÇAS

Ani. Tendo participado da mesa da Palavra, participemos agora da mesa da Eucaristia, façamos nossa oferta material.

  1. CANTO DAS OFERTAS

Sabes, Senhor, o que temos é tão pouco pra dar. Mas este pouco nós queremos co’os irmãos compartilhar.

  1. Queremos nesta hora, diante dos irmãos, comprometer a vida, buscando a união.
  2. Sabemos que é difícil os bens compartilhar, mas com a tua graça, Senhor, queremos dar.
  3. Olhando teu exemplo, Senhor, vamos seguir,fazendo o bem a todos, sem nada exigir.
  4. Irmãos, agradecidos, elevemos nossos louvores ao Pai. Com braço forte Ele conduziu seu povo e continua, com a luz de seu Espírito, a acompanhar a Igreja peregrina neste mundo.
  5. Bendito e louvado seja Deus, Pai que tanto amor demonstra a todos nós.

PR.: O Senhor esteja conosco.

  1. Ele está no meio de nós.
  2. Elevemos ao Senhor nosso louvor.
  3. É nossa alegria e salvação.

PR.: Nós vós damos graças, ó Pai, por toda a vossa criação e por tudo o que fizestes no meio de nós, por intermédio de Jesus Cristo, vosso Filho e nosso irmão, que nos destes como imagem viva do vosso amor e de vossa bondade e em nós alimentas a esperança do Teu Reino.

  1. Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!

PR.: Envie sobre nós, aqui reunidos, o vosso Espírito e dai a esta  terra que nos sustentauma nova face. Que haja paz em nossas famílias e cresça em nossa comunidade a alegria de sermos vossos por Cristo, nosso Senhor.

  1. Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!

PR.: Pela Palavra do Evangelho de vosso Filho, fazei que as Igrejas do mundo inteiro caminhem na unidade com o Papa Francisco e sejam sinais da presença do Cristo ressuscitado. Tornai esta comunidade cada vez mais sinal de vossa bondade e unida na caminhada com a Diocese sob a orientação do nosso Bispo ….

  1. Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!

PR.: Lembrai-vos, ó Pai, dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança do Cristo Ressuscitado …(lembrar os falecidos da comunidade), e de todos os falecidos, cuja fé só vós conhecestes; acolhei-os junto a vós, na luz da vossa infinita misericórdia.

  1. Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!

PR.: Ó Deus, criador do céu e da terra, os nossos louvores e as nossas preces cheguem a vós pelas mãos daquele que é nosso único mediador, Jesus Cristo, nosso Senhor.

  1. Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!
  2. RITO DE COMUNHÃO

PR.: Como Jesus nos ensinou, rezemos ao Pai com confiança:

AS.: Pai Nosso…

MESC: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

AS.: Senhor, eu não sou digno(a)…

  1. CANT0 DE COMUNHÃO

O nosso Deus, com amor sem medida,

chamou-nos à vida, nos deu muitos dons.

Nossa resposta ao amor que será feita

se a nossa colheita mostrar frutos bons.

Mas é preciso que o fruto se parta

e se reparta na mesa do amor! (bis)

Participar é criar comunhão,

fermento no pão, saber repartir.

Comprometer-se com a vida do irmão,

viver a missão de se dar e servir.

Os grãos de trigo em farinha se tornam,

depois se transformam em vida no pão.

Assim, também, quando participamos,

unidos, criamos maior comunhão.

  1. ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO

PR.: Oremos: Tendo recebido em comunhão o Corpo e oSangue do vosso Filho, concedei, óDeus, possa esta Eucaristia, que elemandou celebrar em sua memória,fazer-nos crescer em caridade. PorCristo, nosso Senhor.

AS.: Amém.

  1. AVISOS
  1. BENÇÃO FINAL
  2. PR. O senhor nos abençoe e nos guarde!

ASS. Amém!

  1. O senhor faça brilhar sobre nós a sua face e nos seja favorável!

ASS. Amém!

  1. O senhor dirija para nós o seu rosto e nos dê a paz.

ASS. Amém!

  1. Que o Senhor confirme a obra de nossas mãos, agora e para sempre. Amém!

ASS. Amém!

  1. Abençoe-nos o Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.

ASS. Amém!

  1. A alegria do Senhor seja nossa força vamos em paz e o Senhor nos acompanhe.
  2. CANTO FINAL

A necessidade era tanta e tamanha

Que a fraternidade saiu em campanha,

Andou pelos vales, subiu as montanhas

Foi levar o seu pão.

A dor era tanta, a injustiça tamanha,

Que a luz de Jesus que o seu povo acompanha

O iluminou pra viver em campanha

Em favor dos irmãos.

 

Um só coração e uma só alma,

Um só sentimento em favor dos pequenos

E o desejo feliz

De tornar o país

Mais irmão e fraterno

Vão fazer de nós

Povo do Senhor

Construtores do amor,

Operários da paz,

Mais fiéis a Jesus;

Vão fazer nossa igreja

Uma Igreja mais santa

E mais plena de luz.

 

Erguer as mãos com alegria

Mas repartir também o pão de cada dia! (3v)

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