Roteiro e reflexão 6º Domingo do Tempo Comum

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Elaborado por Vasco Lagares-Diocese de Itabira/Cel. Fabriciano

 

6º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B

14 de fevereiro de 2021

 

  1. REFRÃO MEDITATIVO

Onde reina o amor, fraterno amor

Onde reina o amor, Deus  ai   está.

 

RITOS INICIAIS

  1. CANTO DE ABERTURA

Seu nome é Jesus Cristo e passa fome

E grita pela boca dos famintos

E a gente quando vê passa adiante

Às vezes pra chegar depressa a igreja

 

Seu nome é Jesus Cristo e está sem casa

E dorme pelas beiras das calçadas

E a gente quando vê aperta o passo

E diz que ele dormiu embriagado

 

Entre nós está e não O conhecemos

Entre nós está e nós O desprezamos

Seu nome é Jesus Cristo e é analfabeto

E vive mendigando um subemprego

E a gente quando vê, diz: “é um à toa

Melhor que trabalhasse e não pedisse”

 

Seu nome é Jesus Cristo e está banido

Das rodas sociais e das igrejas

Porque d’Ele fizeram um Rei potente

Enquanto Ele vive como um pobre

  1. SAUDAÇÃO

Pres. Iniciemos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

  1. Amém

Pres. O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.

T: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo

  1. RECORDAÇÃO DA VIDA

No Evangelho de hoje, Jesus atende ao pedido do leproso, lhe restituindo a saúde. Nossa Comunidade precisa ficar atentas aos clamores do povo. Vamos trazer para esta celebração as pastorais, movimentos e serviços que promovem a vida para os que mais sofrem.

  1. ATO PENITENCIAL

Pres. O Senhor Jesus, nos chama à conversão. Reconheçamos ser pecadores e invoquemos com confiança a misericórdia do Pai (pausa).

Pres.  Senhor, que viestes, não para condenar, mas para perdoar, tende piedade de nós.

  1. Senhor, tende piedade de nós.

Pres. Cristo, que vos alegrais pelo pecador arrependido, tende piedade de nós.

  1. Cristo, tende piedade de nós.

Pres. Senhor, que muito perdoais a quem muito ama, tende piedade de nós.

  1. Senhor, tende piedade de nós.

 

Pres.  Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

  1. Amém
  1. GLÓRIA

Glória a Deus nos altos céus, paz na terra a seus amados

A vós louvam Rei celeste os que foram libertados!

Glória a Deus, lá nos céus e paz aos seus. Amém!

Deus e Pai nos vos louvamos, adoramos, bendizemos.

Damos glória ao Vosso Nome, Vossos dons agradecemos!

 

Senhor, Nosso Jesus Cristo Unigênito do Pai

Vós de Deus Cordeiro Santo, nossas culpas perdoai!

 

Vós que estai junto do Pai, como nosso Intercessor.

Acolhei nossos pedidos, atendei nosso clamor!

 

Vós somente sois o Santo, o Altíssimo Senhor.

Com o Espírito Divino, de Deus Pai no esplendor!

  1. ORAÇÃO DO DIA

Pres. Oremos (silêncio): Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. T. Amém.

 

LITURGIA DA PALAVRA

  1. PRIMEIRA LEITURA – Lv 13,1-2.44-46

Do Livro do Levítico

  1. SALMO – 31 (32)

Refrão: Sois, Senhor para mim, alegria e refúgio

  1. SEGUNDA LEITURA – 1Cor 10,31-33.11,1

Da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

  1. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia! (bis)

Um grande profeta surgiu, surgiu e entre nós se mostrou; / é Deus que seu povo visita, seu povo meu Deus visitou.

  1. EVANGELHO – Mc 1,40-45

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo a Comunidade de Marcos

  1. HOMILIA

Um leproso – isto é, um homem doente, marginalizado da comunidade santa do Povo de Deus, considerado pecador e maldito – vem “ter com Jesus”. Provavelmente tinham chegado até ele ecos do anúncio do “Reino” e a pregação de Jesus tinha lhe aberto um horizonte de esperança. O desejo de sair da situação de miséria e de marginalidade em que estava mergulhado vence o medo de infringir a Lei e ele aproxima-se de Jesus, sem respeitar as distâncias que um leproso devia manter das pessoas sãs. O pormenor dá conta do seu desespero e mostra a sua decisão em mudar a sua triste situação. Uma vez diante de Jesus, o leproso é humilde, mas insistente (“prostrou-se de joelhos e suplicou-lhe” – vers. 40), pois o encontro com Jesus é uma oportunidade de libertação que ele não pode desperdiçar. O que ele pretende de Jesus não é apenas ser curado, mas ser “purificado” dessa enfermidade que o torna impuro e indigno de pertencer à comunidade de Deus e à comunidade dos homens («se quiseres podes “purificar-me”» – vers. 40; o verbo grego “katharidzô” aqui utilizado não deve traduzir-se como “curar”, mas sim como “purificar” ou “limpar”). Ele confia no poder de Jesus, sabe que só Jesus pode ajudá-lo a superar a sua triste situação de miséria, de isolamento e de indignidade.
A reação de Jesus é estranha, pelo menos de acordo com os padrões judaicos. Em lugar de se afastar do leproso e de o acusar de infringir a Lei, Jesus olha-o “compadecido”, estende a mão e toca-lhe (vers. 41).
O verbo “compadecer-se” é aplicado, na literatura neo-testamentária, só a Deus e a Jesus. Habitualmente, é usado em contextos onde se refere a ternura de Deus pelos homens… Jesus é apresentado, assim, como o Deus com um coração cheio de amor pelos seus filhos, que Se “compadece” face à miséria e sofrimento dos homens.
Depois, o amor de Deus tornado presente em Jesus vai manifestar-se num gesto concreto para com o leproso… Jesus estende a mão e toca-o. É, evidentemente, um gesto “humano”, que manifesta a bondade e a solidariedade de Jesus para com o homem; mas o gesto de estender a mão tem um profundo significado teológico, pois é o gesto que acompanha, na história do Êxodo, as ações libertadoras de Deus em favor do seu Povo (cf. Ex 3,20;6,8;8,1;9,22;10,12;14,16.21.26-27; etc.). O amor de Deus manifesta-se como gesto libertador, que salva o homem leproso da escravidão em que a doença o havia lançado.
Por outro lado, ao tocar o leproso, Jesus está a infringir a Lei. Dessa forma, Ele denuncia uma Lei que criava marginalização e exclusão. Jesus, com a autoridade que Lhe vem de Deus, mostra que a marginalização imposta pela Lei não expressa a vontade de Deus. O gesto de tocar o leproso mostra que a distinção entre puro e impuro consagrada pela Lei não vem de Deus e não transmite a lógica de Deus; mostra que Deus não discrimina ninguém, que Ele quer amar e oferecer a liberdade a todos os seus filhos e que a todos Ele convida a integrar a família do “Reino”, a nova humanidade.
A resposta verbal de Jesus (“quero: fica limpo” – vers. 41) não acrescenta mais nada; apenas confirma o seu gesto. Mostra, por palavras, que, do ponto de vista de Deus, o leproso não é um marginal, um pecador condenado, um homem indigno, mas um filho amado a quem Deus quer oferecer a salvação e a vida plena.
A purificação do leproso significa, em primeiro lugar, que o “Reino de Deus” chegou ao meio dos homens e anuncia a irrupção desse mundo novo do qual Deus quer banir o sofrimento, a marginalização, a exclusão.
A purificação do leproso significa, também, a desmontagem da teologia oficial que considerava o leproso um maldito. Não é verdade – parece dizer o gesto de Jesus – que o leproso seja um impuro, um abandonado pela misericórdia de Deus, um prisioneiro do pecado, abandonado por Deus nas mãos das forças demoníacas. A misericórdia, a bondade, a ternura de Deus derramam-se sobre o leproso no gesto salvador de Jesus e dizem-lhe: “Deus ama-te e quer salvar-te”.
A purificação do leproso significa, finalmente, que o Reino de Deus não pactua com racismos de qualquer espécie: não há bons e maus, doentes e sãos, filhos e enjeitados, incluídos e excluídos; há apenas pessoas com dignidade e que não devem, em caso algum, ser privados dos seus direitos mais elementares, muito menos em nome de Deus.
Consumada a purificação do leproso, Jesus recomenda-lhe veementemente que não diga nada a ninguém (vers. 44). Esta recomendação de Jesus aparece várias vezes no Evangelho segundo Marcos (cf. Mc 1,34;5,43;7,36;7,36; etc.). Provavelmente, é um dado histórico, que resulta do facto de Jesus não querer gerar equívocos ou ser aceite pelas razões erradas. De acordo com Mt 11,5, a cura dos leprosos era uma obra do Messias; assim, o gesto de Jesus define-O como o Messias esperado. No entanto, numa Palestina em plena febre messiânica, Jesus pretende evitar um título que tem algo de ambíguo, por estar ligado a perspectivas nacionalistas e a sonhos de luta política contra o ocupante romano. Jesus não quer deitar mais lenha para a fogueira da esperança messiânica, pois tem consciência de que o seu messianismo não passa por um trono político (como sonhavam as multidões), mas pela cruz. Jesus é o Messias, mas o Messias-servo, que veio ao encontro dos homens para lhes transmitir o projeto salvador do Pai e para os libertar das cadeias da opressão. O seu caminho passa pelo sofrimento e pela morte. O seu trono é a cruz, expressão máxima de uma vida feita amor e entrega.
Ao leproso purificado, Jesus diz para ir mostrar-se aos sacerdotes (vers. 44). Segundo a Lei, o leproso só podia ser reintegrado na comunidade religiosa depois de a sua cura ter sido homologada pelo sacerdote em funções no Templo. No entanto, Jesus acrescenta: “para lhes servir de testemunho”. Dado que a cura de um leproso só podia ser operada por Deus e era, por isso, um sinal messiânico, o facto devia servir aos líderes do Povo para concluírem que o Messias tinha chegado e que o “Reino de Deus” estava já presente no meio do mundo. O leproso purificado devia, portanto, ser um “testemunho” da presença de Deus no meio do seu Povo e um sinal de que os novos tempos tinham chegado. Apesar das evidências, os líderes judaicos estavam demasiado entrincheirados nas suas certezas, preconceitos e privilégios e recusaram-se sempre a acolher a novidade de Deus, a novidade do Reino.
O texto termina com a indicação de que o leproso purificado “começou a apregoar e a divulgar o que acontecera”, apesar do silêncio que Jesus lhe impusera. Marcos quer, provavelmente, sugerir que quem experimenta o poder integrador e salvador de Jesus converte-se necessariamente em profeta e em testemunha do amor e da bondade de Deus.

Fonte: https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3261

  1. PROFISSÃO DE FÉ
  1. PRECES DA COMUNIDADE

Pres. Irmãos e irmãs, dirijamos nossa oração a Deus nosso Pai, em favor dos que mais sofrem. Rezemos juntos:

  1. Escutai Senhor a nossa súplica!
  2. Pai de misericórdia, a cada dia milhares de pessoas perdem a vida, vitimados pela pandemia, pela violência e pela fome. Fortalecei as ações de nossa Igreja em favor da vida. Peçamos com fé:
  3. Deus de Jesus, amparei a todos e todas que se colocam a serviço da vida e da esperança. Que nossas comunidades sejam locais de apoio e amparo aos que precisam de justiça. Peçamos com fé:
  4. Senhor que dá vida, infundi o Vosso Espírito vivificador em todos e todas que precisam te encontrar, para que possam servir aos irmãos e irmãs com dedicação e solidariedade. Peçamos com fé.

Preces espontâneas…

Pres. Tudo isso vos pedimos, ó Pai, por Cristo, nosso Senhor.

  1. Amém.

É o momento de trazer nossa oferta material para a manutenção das atividades de nossa comunidade

  1. CANTO DAS OFERTAS

Esta mesa nos ensina:/ Todo o bem que a gente alcança/ em comum devemos pôr./ O remédio, a medicina,/ pão e vinho e segurança//: Alegria,  fé e amor://

1- Meu irmão eu vi plantar,/ meu irmão nos fez o pão./

Mas na hora do jantar/ não chamaram meu irmão.

2- Minha irmã trabalhadora,/ é operária e mãe também./

sai de casa o filho chora,/ fica em casa o pão não vem.

3- Meu irmão pagou imposto,/ para a vida melhorar.

/ Mas não tem doutor nem posto,/ porque é pobre o seu lugar.

AÇÃO DE GRAÇAS

  1. CONVITE À AÇÃO DE GRAÇAS

Pres. Participamos da Mesa da Palavra, agora, vamos trazer o pão consagrado à mesa e dar graças a Deus pela salvação operada através de seu Filho, presente no meio de nós. O Ministro deposita sobre o altar a Eucaristia enquanto a comunidade canta:

Pres. O Pai enviou-nos o seu Filho Unigênito para a nossa salvação.

Pres. O Senhor esteja com vocês.

  1. Ele está no meio de nós!

Pres. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

  1. É nosso dever e nossa salvação!

 

  1. ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS

Pres. Esta comunidade aqui reunida recorda a vitória sobre a morte, escutando a tua Palavra e repartindo o pão, na esperança de ver o novo céu e a nova terra, onde não haverá fome, nem morte, nem dor, e onde viveremos na plena comunhão do teu amor, como missionários e missionárias em defesa da vida.

T: Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

Pres. Por este sinal do corpo do teu Filho, expressamos nosso desejo de corresponder

com mais fidelidade à missão que nos deste e invocamos sobre nós o teu Espírito. Apressa o tempo da vinda do teu reino, e recebe o louvor de todo o universo e de todas as pessoas que te buscam.

T: Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

Pres. Lembrai-vos, ó Pai, dos nossos irmãos e irmãs que morreram na paz de Cristo, e de todos os falecidos, cuja fé só vós conheceste; acolhei-os junto a vós, na luz da vossa infinita misericórdia.

T: Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

Pres. Aceitai, Deus de amor, fonte de paz e da verdadeira piedade, os louvores que hoje Vos oferecemos. Que eles sirvam para render-Vos a devida homenagem e reforçar em nós os laços de Vossa amizade conosco. Assim, unimos a nossa prece à prece de Jesus, rezando como ele nos ensinou:

Pai nosso… pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

  1. RITO DA COMUNHÃO

Pres. Relembrando de Jesus que, muitas vezes, reuniu-se com os seus para comer e beber, revelando que o teu reino havia chegado, nós também nos alegramos com Ele nesta mesa. E tomando o pão consagrado, acrescenta:

Assim disse Jesus: “Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e comerei com ele e ele comigo”. (Ap 3,20)

  1. Senhor, eu não sou digno …

20.. CANTO DE COMUNHÃO

  1. Vejam: Eu andei pelas vilas /

Apontei as saídas, como o Pai me

pediu / Portas, eu cheguei para

abri-las / Eu curei as feridas como

nunca se viu

Por onde formos também nós,

que brilhe a tua Luz / Fala,

Senhor, na nossa voz, em nossa

vida! / Nosso caminho então

conduz, queremos ser assim /

Que o pão da vida nos revigore

no nosso sim!

  1. Vejam: Fiz de novo a leitura / Das

raízes da vida que meu Pai vê

melhor / Luzes, acendi com brandura /

Para a ovelha perdida não medi

meu suor

  1. Vejam: Procurei bem aqueles /

Que ninguém procurava e falei de

meu Pai / Pobres, a esperança que é

deles / Eu não quis ver escrava de

um poder que retrai

  1. Vejam: Semeei consciência / Nos

caminhos do povo, pois o Pai quer

assim / Tramas, enfrentei prepotência

dos que temem o novo/ Qual

perigo sem fim

  1. ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO

Pres.: Ó Deus, que nos fizestes provar as alegrias do céu, dai-nos desejar sempre o alimento que nos traz a verdadeira vida. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém

RITOS FINAIS

  1. AVISOS
  2. BENÇÃO

Pres.O Senhor esteja convosco.

  1. Ele está no meio de nós.

Pres. Deus vos abençoe e vos guarde.

  1. Amém!

Pres. Ele vos mostre sua face e se compadeça de vós.

  1. Amém!

Pres. Volva para vós o seu olhar e vos dê a sua paz.

  1. Amém!

Pres. Abençoe-vos o Deus todo poderoso, Pai e Filho † e Espírito Santo.

  1. Amém!
  2. CANTO FINAL
  3. Senhor, eu quero te agradecer de todos os dias a gente poder conversar. Senhor, o mundo precisa te conhecer. Mas eu te prometo que vou evangelizar.

Ref.: Eu quero te dizer agora que eu já vou embora, evangelizar.

  1. Senhor, às vezes me ponho a rezar. E peço o fim da violência e da fome do Irmão. Senhor, que chegue a todos os povos a graça, o perdão, o anúncio da Salvação.
  2. Senhor, às vezes me ponho a rezar e peço a você pra que fique mais perto de mim. Senhor, às vezes me ponho a chorar, e não compreendo por que o mundo sofre sem fim.

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