Romaria denuncia crime da Vale em Brumadinho-MG

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Foto: Arquidiocese de BH
Foto: Cáritas-MG

Dia 25 é todo dia! Foi a frase marcante da 1ª Romaria da Ecologia Integral da Arquidiocese de Belo Horizonte realizada no sábado(25/01) na cidade de Brumadinho-MG. Foi ali , no dia 25 de janeiro de 2019 na cidade de quase 37 mil habitantes, que aconteceu uma tragédia-crime que marcou para sempre os habitantes da cidade. Localizada na comunidade do Córrego do Feijão, a barragem da Vale se rompeu vitimando, até hoje, 272 pessoas. Logo bem cedo, ônibus de várias regiões do estado de Minas Gerais chegavam à Brumadinho com Romeiros e Romeiras que traziam solidariedade às famílias das vítimas e cartazes denunciando o crime que completou 1 ano.

A concentração foi na entrada da cidade. Por volta das 9 horas da manhã, um público de mais de 2 mil pessoas começou uma caminhada pelas ruas da cidade entoando cantos, empunhando faixas, cartazes e fotos das vítimas do crime. Dom Vicente de Paula, que é bispo auxiliar da Arquidiocese de BH, acompanhou os romeiros e romeiras durante toda a caminhada.

Foi marcante duranta a caminhada a participação das Guardas de Congo da região e de  indígenas de duas tribos Pataxó. Um grupo vive às margens do Rio Paraopeba na cidade de São Joaquim de Bicas-MG e outro no distrito de Felicina, município de Açucena-MG.

Momento de muita emoção no momento em que os familiares das vítimas falaram da dor e da ausência de seus familiares e puderam ver a exposição das fotos de todos e todas que foram vitimados pela tragédia. 283 balões vermelhos foram soltos no céu exatamente às 12h28, momento exato em que a barragem da Vale se rompeu.

 

 

 

Logo ali, a 14 quilômetros de Brumadinho, acontecia  também uma celebração na Comunidade Córrego do Feijão, local do rompimento da barragem. Grupo de familiares e militantes do MAB ( Movimento de Atingidos pelas Barragens) tentaram ir até o local dos rejeitos da barragem que se rompeu, mas foi impedida pela Polícia Militar e pela direção da Vale. Segundo informações do site Brasil de Fato, a mineradora exigiu que familiares fizessem uma fila única para chegar até uma grade perto de onde foi a tragédia. Ali, parentes e amigos fizeram orações e depositaram flores em memória das vítimas.

Fotos: www.brasildefato.com.br

No encerramento da Romaria, foi celebrada uma  missa presidida por Dom Vicente de Paula. O Presidente da CNBB e Arcebispo da Arquidiocese de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, se fez presente durante toda a missa e ao final falou sobre a tragédia-crime da Vale. Antes de terminar a celebração, todos e todas presentes puderam acompanhar a mensagem do Papa Francisco às famílias das vítimas do crime da Vale em Brumadinho.

 

 

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