Diocese de Caratinga realiza VI Curso de Férias para Educadores Populares

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CARTA COMPROMISSO

Nós, participantes do VI Curso de Férias para Educadores Populares da Diocese de Caratinga, realizado de 20 a 24 de julho de 2022, na cidade de São João do Manhuaçu-MG, Paróquia São João Batista, Forania de Manhuaçu, agradecemos a Deus, nosso Bispo Diocesano Dom Emanuel Messias de Oliveira, o nosso clero, as congregações religiosas e a cada uma das pessoas que se deixaram guiar pelo Espírito Santo, para seguir prestando o serviço de formação oferecido pelo Curso de Férias, às comunidades e movimentos populares, com especial atenção à nossa juventude.

Todas as pessoas se colocaram a caminho e não mediram esforços para estar juntos em comunhão, nestes cinco dias de curso. Em especial destacamos as equipes de serviço e de coordenação que se mostraram dispostas a contribuir com esse grande mutirão. Na mesma fé de Abraão, “como se vissem o invisível, obedeceram ao chamado e partiram, sem saber para onde iam” (Hb 11, 8). Em meio a perdas de pessoas queridas, lágrimas, cansaços, receio do desconhecido e consciência das próprias limitações, arriscaram sonhar e partir para construir o tão sonhado VI. Curso de Férias para Educadores Populares: Com o Tema: Fraternidade e Educação e o Lema: Fala com sabedoria, ensina com amor. Pr 31,26.

Somos interpelados pela gravidade da conjuntura, pela aceleração da degradação ambiental, pelos milhões desempregados e desamparados e por mais de 600 mil mortos pelo COVID19 e convocados a agir, com a maior urgência.

Em relação ao cuidado com a Casa Comum e à sustentabilidade nas nossas paróquias e nossas comunidades, ASSUMIMOS os seguintes COMPROMISSOS:

  1. Pessoais:

– Hospedar dentro de nós as sementes da vida e bloquear a entrada dos vírus da morte, da ganância, da insensibilidade, do consumismo e da exploração;
– Colaborar para uma união de todas as forças democráticas em torno de um projeto de país econômica e socialmente justo, politicamente democrático, ambientalmente sustentável;
– Estimular, em todos os âmbitos de nossas relações o apoio a ações humanitárias;
– Reunir muita gente ao nosso redor para conversar sobre a amorosidade responsável com a natureza e com as pessoas mais fragilizadas;
– Intensificar esforços de fraternidade com os mais empobrecidos.

  1. Comunitários e sociopolíticos:

– Batalhar para que todos possam ter o direito a Terra, Teto e Trabalho e para que as gestões municipais garantam políticas públicas locais realmente comprometidas com o bem comum e com os cuidados socioambientais;
– Somar esforços independente das diferentes pertenças religiosas, políticas e ideológicas em favor de compromisso planetário para garantir uma nova Economia que promova vida para todos/as (Economia de Francisco e Clara);
– Ampliar ações coletivas que possam colaborar na implementação de possibilidades reais e urgentes para manutenção da vida e preservação da biodiversidade;
– Promover ações sustentáveis e repensar o modelo de consumo, criando espaços de debates e conscientização em escolas, igrejas, associações dos bairros;
– Desenvolver e apoiar os projetos de grupos de mulheres para a recuperação de sua dignidade e aprofundamento da discussão política sobre as necessidades mais urgentes do espaço em que vivem na família, no bairro, no trabalho;
– Garantir políticas públicas locais que estejam comprometidas com o bem comum e com os cuidados ecológicos em sua integralidade.

  1. Educativos:

– Formar pessoas numa lógica do cuidado nos diferentes ambientes em que convivemos e organizar a discussão acerca dos saberes e experiências populares na construção de alternativas social e ambientalmente corretas;
– Conscientizar a população sobre as queimadas na Amazônia, no Pantanal, no Cerrado e nas reservas ecológicas urbanas e descobrir formas coletivas para frear o processo de destruição do patrimônio socioambiental no Brasil;
– Despertar nas crianças a consciência de que este modelo de consumo destrutivo não pode ser o seu futuro nem o do planeta terra, com quem temos que conviver em harmonia, praticando um consumo sustentável;
– Combater à mineração e seus impactos em todos os territórios, contribuindo com a conscientização das comunidades e dando suporte na resistência;
Dando graças a Deus pelo caminho percorrido nos despedimos e nos comprometemos em estar interligados para ajudar a mudar os rumos de nossos país, que passa por tempos sombrios e temerosos. Vamos juntos nessa caminhada, com ardor missionários e muita esperança.

São João do Manhuaçu, 24 de julho de 2022.

 

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