CEBs organizam e participam do Grito dos Excluídos(as) 2021

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BELO HORIZONTE

Em diversas regiões do estado de Minas Gerais os companheiros e companheiras das CEBs que participam das pastorais sociais, movimentos, sindicatos e partidos políticos estiveram na organização e realização do 27º Grito dos Excluídos(as), que este ano teve como tema “Vida em primeiro lugar”.

Em Belo Horizonte o Grito percorreu as ruas centrais da cidade e contou com grande participação popular. Com faixas, cartazes, música e palavras de ordem, os participantes pediam mais participação popular, moradia, terra, vacina e comida no prato. O Bispo Auxiliar de Belo Horizonte, Dom Vicente Ferreira, esteve presente na caminhada até a Praça da Estação.

Companheiros e companheiras das CEBs de BH
Companheiros e companheiras das CEBs de BH

ITABIRA

Na diocese de Itabira/Cel. Fabriciano o Grito dos Excluídos começou na Paróquia Nossa Senhora da Piedade com momento de mística e depois o grupo percorreu as ruas da cidade fazendo três paradas para reflexão dos temas do Grito e chegaram até a barragem do Pontal no bairro Nova Vista onde cerca de 1700 famílias correm de serem removidas pela mineradora Vale. Uma campanha de doação de feijão foi incentivada pelas Pastorais Sociais com o lema: feijão sim, fuzil não! O bispo diocesano Dom Marco Aurélio Gubiotti esteve presente.

 

Caminhada do Grito dos Excluídos em Itabira
Caminhada do Grito dos Excluídos em Itabira
Bispo diocesano Dom Marco Aurélio Gubiotti

SETE LAGOAS

Na diocese de Sete Lagoas O 27º Grito dos Excluídos(as) foi organizado pela Comissão de Promoção Humana e Ecologia Integral que as CEBs diocesana participa.

O evento foi organizado a partir da Ocupação CDD que abriga 95 famílias que lutam por moradia digna. Elas ocupam um terreno no Bairro Cidade de Deus há mais de um ano.

O Grito deste começou com um momento de oração e mística conduzido por Padre José Roberto que é o assessor das Pastorais Sociais. Estiveram presentes também os Padres Israel, Wantuil e Warlem. Dom Francisco Cota esteve presente durante toda a manhã e trouxe aos presentes palavras de esperança e apoio às causas sociais que são urgentes na diocese. A manhã ainda teve apresentações culturais dos moradores da ocupação. Apresentaram-se o Coral da Ocupação CDD e o grupo de Ballet com crianças também da ocupação. No encerramento foi servido um lanche para todos os presentes.

UBERABA

Equipe organizadora das CEBs de Uberaba

Na Arquidiocese de Uberaba as CEBs preparou um momento celebrativo. O economista Fabiano Lopes dos Santos, que é membro do Núcleo das CEBs da Arquidiocese, explicou para a reportagem o objetivo da ação. “O Grito acontece há 27 anos aqui em Uberaba, sempre protagonizado pelas CEBs, que tem um núcleo de leigos e leigas, religiosos e padres ligados à Arquidiocese da cidade. Sempre procuramos realizar esse momento e nos últimos anos tomou um formato ainda maior em todo território brasileiro, que teve a adesão de várias instituições, sindicatos e partidos. Sempre com o tema ‘Vida em Primeiro lugar!’, o Grito trouxe a cada ano, lemas atuais vinculados a vida do povo”. Ao todo, foram trabalhados sete eixos de causas sociais.

Celebração Grito dos Excluídos em Uberaba
Celebração Grito dos Excluídos(as) em Uberaba
Celebração Grito dos Excluídos(as) em Uberaba

“Como ainda estamos no momento de pandemia, não fizemos a opção de mobilizar nosso povo presencialmente e sim por meio das redes sociais, onde realizamos uma celebração da vida, que procurou trazer estes eixos vinculados ao Evangelho. Sempre com o lema das CEBs de que devemos ter um olho na bíblia e outro na vida.  Buscar apoio na ‘Palavra de Deus’ para as questões sociais que temos na atualidade. Tivemos uma participação interessante, mas o Grito não é somente no dia 7, ele acontece antes e depois, sempre refletindo os problemas, gritando e apresentando soluções”, concluiu Fabiano.

Fonte: www.jmonline.com.br

GOVERNADOR VALADARES

 

Foto: Guilherme

O dia da Pátria, 7 de setembro, foi vivenciado em Governador Valadares na Praça do Vigésimo, no Centro da cidade, a partir das 8:00 horas.

Houve o canto do Hino Nacional Brasileiro e os hasteamento das bandeiras do Brasil, de Governador Valadares e de Minas Gerais por três companheiras de lutas: Terezinha do MST, Márcia da Caritas Diocesana e Olívia do Conselho Diocesano do Laicato.

Num diálogo inter-religioso, tivemos a fala do Pastor Lúcio, da Igreja Metodista, do Pe. Marcos Alves, coordenador do Conselho Diocesano de Pastoral e do Seminarista Romério que apontaram a necessidade da construção de uma sociedade justa, fraterna, solidária e sensível aos gritos de tantos irmãos e tantas irmãs marginalizados (as).

Diversas outras lideranças usaram o espaço de fala para apontar seus clamores em favor da paz, da não violência, da cultura do encontro e do afeto, da empatia e da humanização.

Estiveram presentes lideranças da Caritas Diocesana, da Frente Brasil, da Frente Povo Sem Medo, do MST, do Conselho Diocesano do Laicato, do Movimento Boa Nova, das CEBs, Pastoral do Povo de Rua, Pastoral Afro-brasileira, de Sindicatos, Coletivo Maloka Socialista, Economia Solidária, Movimento de Mulheres do Campo, Coletivo AGAVE, estudantes universitários, partidos políticos e também civis.

Houve houve homenagem e memória do nosso saudoso amigo Pe. Nelito Dornelas, declamação de um poema do Pe. Alfredinho e palavras de ordem.

Todo o evento transcorreu em segurança sanitária, cada participante usou máscara facial e álcool em gel e também fez-se o distanciamento social nescessário.

TEXTO: Guilherme

Fotos: Guilherme

 

 

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