A Igreja é a ‘Casa-de-Deus’, Aberta a Todos os Povos – 6º Domingo da Páscoa

47
Foto site do CEBI

Elaborado por Vasco Lagares – Diocese de Itabira/Cel. Fabriciano

6º DOMINGO DA PÁSCOA

RITOS INICIAIS

  1. REFRÃO MEDITATIVO

O Senhor ressurgiu, aleluia, aleluia!

É o Cordeiro Pascal, aleluia, aleluia!

Imolado por nós, aleluia, aleluia!

É o Cristo, o Senhor, ele vive e venceu, aleluia!

  1. CANTO DE ENTRADA

Novo sol brilhou, a vida superou sofrimento, dor e morte tudo enfim.

Nosso olhar se abriu Deus mesmo se incumbiu, de tomar-nos pela mão assim.

O Deus de amor, jamais se descuidou

Em seu vigor, Jesus ressuscitou.

Estender a mão, abrir o coração, acolher, compartilhar e perdoar.

É fazer o céu, cumprir o seu papel, já na terra tem que vigorar.

  1. ACOLHIDA E SAUDAÇÃO
  2. Reunidos pela ação amorosa do Ressuscitado, iniciemos este nosso encontro de irmãos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ass. Amém.
  3. A Graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a força do Espírito Santo estejam sempre convosco

Ass.Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

  1. RECORDAÇÃO DA VIDA

Neste domingo Jesus promete a comunidade que o acolhe e segue, o envio do “Defensor”. É a certeza que Ele sempre estará junto dos que o amam e vivem o seu amor. Principalmente que partilham este amor com os que sofrem neste mundo. Confiar no Senhor e guardar os seus ensinamentos é antes de tudo, acolher e ver no irmão e irmã a presença do Cristo. É construir relações de solidariedade e promover a cultura da paz.

  1. ATO PENITENCIAL

PR: No dia em que celebramos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, também nós somos convidados a morrer para o pecado e ressurgir para uma vida nova., reconheçamo-nos pecadores e humildemente peçamos o perdão de nossas faltas (pausa). Supliquemos a misericórdia do Pai.

PR:  Senhor, nossa paz e reconciliação, tem piedade de nós.

Ass. Senhor, tem piedade de nós.

PR:   Cristo, nossa vida e ressurreição, tem piedade de nós.

Ass. Cristo, tem piedade de nós.

PR:  Senhor, nosso perdão e nossa esperança, tem piedade de nós.

Ass. Senhor, tem piedade de nós.

PR: Deus todo poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Ass. Amém.

  1. GLÓRIA

Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados.

Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso:

Nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos,

Nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças por vossa imensa glória.

Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,

Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai:

Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós;

Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica;

Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós.

Só Vós sois o Santo; só Vós, o Senhor;

Só Vós, o Altíssimo, Jesus Cristo;

Com o Espírito Santo na glória de Deus Pai. Amém.

  1. ORAÇÃO DO DIA
  2. OREMOS: Deus Todo-Poderoso, dai-nos celebrar com fervor estes dias de júbilo em honra do Cristo ressuscitado, para que nossa vida corresponda sempre aos mistérios que recordamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.Ass. Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

  1. PRIMEIRA LEITURA – At 15,1-2.22-29

Dos Atos dos Apóstolos

  1. SALMO – 66(67)

Refrão: Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem!

  1. SEGUNDA LEITURA– Ap 21,10-14.22-23

Do Apocalipse de São João

  1. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Quem me ama realmente guardará minha palavra, e meu Pai o amará, e a ele nós viremos.

  1. EVANGELHO – Jo 14,23-29

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo a Comunidade de João

  1. HOMILIA

Todas as religiões se apresentam como caminhos que asseguram a salvação, a felicidade. E esta oferta se ajusta à insaciável sede de vida e de plenitude que move o ser humano. Os caminhos oferecidos se dividem em dois grupos: os que propõem a saída de si mesmo para encontrar a plenitude nas realidades externas e transcendentes; os que propõem e ensinam o mergulho em si mesmo e o esquecimento das realidades externas, inclusive dos demais seres humanos.

Mas existe uma terceira possibilidade, que está discretamente presente em algumas religiões e é proposta por Jesus Cristo: Deus mesmo vem saciar nossa sede de plenitude, eliminando a distância que nos separa e assusta, assumindo e aperfeiçoando as realidades humanas e sociais. Jesus Cristo é sacramento de um Deus humanizado e encarnado, servidor e libertador, próximo e presente no ser humano que ama e sofre. “Se alguém me ama, guardará a minha Palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada”.

O amor autenticamente humano é o êxodo de si mesmo em direção a Deus e o advento de Deus na carne humana. O que nos aproxima de Deus não é o muito saber, o grande poder ou a ausência de sofrimento, mas o dinamismo de um amor que nos faz loucos, apaixonados, pobres e servidores. As igrejas cristãs são chamadas a ser famílias que vivem esta intensa paixão por Deus e pela humanidade e evitam a tentação de assumir a função de delegadas de Deus, de enrijecer o sistema de proibições e de usurpar o poder que só a Deus pertence.

Quando fala das diversas moradas que existem no “lar” do Pai, e que ele vai para preparar-nos um lugar, Jesus está se referindo à sua missão de afirmar nossa condição de filhos/s e herdeiros/as de Deus. Hoje Jesus inverte esta lógica, e diz que é Deus quem vem às comunidades que se organizam em seu nome delas sua morada no mundo. Por isso, as comunidades precisam cultivar o amor, o diálogo, o serviço e a abertura às necessidades do mundo. Uma Igreja fiel a Jesus Cristo e aos tempos atuais, que aceita ser uma morada de Deus, deve ser uma Igreja aberta e missionária.

A dificuldade que Tiago e Pedro colocam a Paulo e Barnabé nasceu de numa atitude de fechamento que os levou a identificar alguns costumes com o próprio Evangelho. Mas, graças à liberdade de Paulo e de Barnabé, “que arriscaram a vida pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo”, Tiago e Pedro reconhecem e acolhem os “irmãos vindos do paganismo” e não lhes impõem os costumes e normas que haviam aprendido do judaísmo. Isso nos encoraja a sonhar com uma Igreja que não tenha medo de dialogar com os diferentes grupos e movimentos sociais e culturais.

A propósito, é bela a visão de João sobre a cidade santa, imagem da Igreja. Ela está cercada por uma muralha que a protege das perseguições, mas tem portas e saídas por todos os lados, e tem como alicerce o testemunho dos apóstolos; o esplendor que a envolve não vem do saber ou do poder, mas da glória de Deus, do amor vivido até às últimas consequências. Seu brilho não lhe pertence, nem lhe é dado pelos poderosos, mas vem Cordeiro humilhado e martirizado, e a ele pertence. Esta cidade dispensa templos e ritos, pois basta-lhe a força da divina Compaixão.

No cálido e tenso ambiente da Ceia de despedida, Jesus diz que só o amor pode manifestar claramente o que Deus é e o que Deus faz. Sabedor dos limites que acompanhariam os discípulos e discípulas de todos os tempos, Jesus promete que não os deixa órfãos e indefesos: ele envia o Espírito Santo, Consolador, Defensor e Mestre que guia no seguimento dos seus passos. O Espírito é a fidelidade e a glória à qual podemos aspirar. O amor praticado é mandamento de Jesus. O amor recebido e proclamado é Evangelho. O amor testemunhado é esplendor e glória de Deus.

Jesus de Nazaré, profeta corajoso e irmão amado! Que o teu Espírito nos ajude a entender e atualizar tua ação libertadora e tua Palavra vivificadora; a reinventar tua ação em mil ações que resgatam a dignidade de todo ser humano; a anunciar que estás presente naqueles/as a quem não te envergonhas de chamar irmãos. Não permitas que a tua Igreja dê as costas ao Espírito e se erga como muro defensivo, trono que manda e sepultura que conserva restos mortais. Renova tua amada Igreja, abrindo portas que acolhem os que chegam e nos envia em saída. Assim seja! Amém!

Itacir Brassiani msf

Fonte: www.cebi.org.br

  1. PROFISSÃO DE FÉ
  2. Professemos a nossa fé. Creio…
  1. PRECES DA ASSEMBLÉIA

PR.: Meus irmãos e minhas irmãs, com esperança, apresentemos nossas preces à Deus, que Ressuscitou Jesus, dizendo: Escuta-nos, Senhor da glória!

Ass. Escuta-nos, Senhor da glória!

  1. Senhor, concedei ao Papa Francisco, aos Bispos e padres, sabedoria e discernimento para a condução da Igreja rumo ao Reino, nós pedimos com fé:
  2. Senhor, fazei de nossas comunidades, lugares da vivência do amor fraterno e da vivência da paz anunciada por Cristo, nós pedimos com fé:
  3. Senhor, pelos irmãos e irmãs que sofrem, nas prisões, hospitais, nas ruas de nossas cidades, para que encontrem nos seguidores de Cristo, um apoio e alivio para suas dores, nós pedimos com fé:
  4. Senhor, auxilia nossas comunidades, pastorais, movimentos e serviços, na aproximação com os jovens, crianças e idosos, nós pedimos com fé.

Outras preces aos cuidados da Liturgia

  1. Senhor nosso Deus, ouvi as preces que Vos dirigimos com fé. Que possamos

cantar sempre vossa bondade e misericórdia com nossas obras de amor. Por Cristo nosso Senhor.

Ass. Amém.

LOUVAÇÃO E AÇÃO DE GRAÇAS

  1. CANTO DAS OFERTAS

É o momento de fazer nossa oferta para manter as necessidades da comunidade, cantemos:

Eu creio num mundo novo

Pois Cristo ressuscitou

Eu vejo sua luz no povo

Por isso alegre sou

Em toda pequena oferta

Na força da união

No pobre que se liberta

Eu vejo ressurreição

 

Na mão que foi estendida

No dom da libertação

Nascendo uma nova vida

Eu vejo ressurreição

 

Nas flores oferecidas e

Quando se dá perdão

Nas dores compadecidas

Eu vejo ressurreição

 

Nos homens que estão unidos

Com outros partindo o pão

Nos fracos fortalecidos

Eu vejo ressurreição

 

Na fé dos que estão sofrendo

No riso do meu irmão

Na hora em que está morrendo

Eu vejo ressurreição

 

  1. CONVITE À AÇÃO DE GRAÇAS
  2. Irmãos e irmãs, Jesus ressuscitado nos sustenta com o seu amor! Demos graças ao Senhor pelas vitórias que ele dá ao seu povo, pela vida que em Cristo vence o pecado e a morte e pela esperança renovada de nossa libertação total e definitiva.

Enquanto se faz um canto, o Ministro da Eucaristia traz o pão consagrado e o coloca sobre o altar. Todos fazem uma breve inclinação.

  1. O Senhor esteja com vocês.

Ass. Ele está no meio de nós!

  1. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

Ass. É nosso dever e nossa salvação!

  1. ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS:
  2. Esta comunidade aqui reunida recorda a vitória de Jesus sobre a morte, escutando a sua Palavra e dando graças, na esperança de ver o novo céu e a nova

terra, onde não haverá mais fome, nem morte, nem dor, e onde viveremos na plena comunhão do vosso amor.

  1. Nós te damos muitas graças, / ó Pai santo, ó Senhor, / por teu nome que nos deste / em Jesus teu servidor.

Ass.  Glória a ti, Senhor, / graças e louvor.

  1. Dás a todos o alimento / que a terra lhes produz. / Para nós Tu reservaste / o Pão vivo, que é Jesus.

Ass.  Glória a ti, Senhor, / graças e louvor.

  1. Pois Jesus é nossa páscoa, o Cordeiro imolado, por quem fomos libertados

para a vida que não passa!

Ass.  Glória a ti, Senhor, / graças e louvor.

  1. Ó Senhor, que venha a graça, / todos voltem para o bem. Viva a nova criação,

nova páscoa, plena vida!

Ass.  Glória a ti, Senhor, / graças e louvor.

  1. Antes de participar do banquete da Eucaristia, sinal de reconciliação e vínculo de união fraterna, rezemos, juntos, como o Senhor nos ensinou:

Ass. Pai nosso…,

 

  1. RITO DA COMUNHÃO
  2. Irmãos e irmãs, participemos da comunhão do Corpo do Senhor em profunda unidade com nossos irmãos que, neste dia, tomam parte da Celebração Eucarística, memorial vivo da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. O Corpo de Cristo será nosso alimento.
  3. Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

Ass:  Senhor, eu não sou digno …

  1. CANTO DE COMUNHÃO

É comunhão, é comunhão

Em Jesus Cristo por inteiro neste pão

É comunhão, é comunhão

Com sua Igreja Missionária em ação.

1-É comunhão com o Deus vivo e verdadeiro

Que dia a dia vem em nossa direção/

Com Ele vamos revelar ao mundo inteiro/

Os horizontes da Evangelização.

 

2- É comunhão com o projeto de Jesus/

A Boa Nova que Ele veio revelar/

Que por amor aceitou morrer na cruz/

Para o seu povo oprimido resgatar.

 

3- É comunhão com o Espírito de Amor

Protagonista da Evangelização/

Ele revela os segredos do Senhor/

E guia a Igreja nos caminhos da missão.

 

4- É comunhão com a Igreja missionária

Que nos acolhe, nos convoca, nos envia/

Como Maria segue sempre solidária

Alimentada pela Santa Eucaristia.

 

5- É comunhão com a história do meu povo

Que sofre, chora e não cansa de esperar/

Da velha terra vai nascer um mundo novo

Nesta esperança vamos juntos comungar.

 

  1. ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
  2. Deus Eterno e Todo-Poderoso, que, pela ressurreição de Cristo, nos renovais para a vida eterna, fazei frutificar em nós e infundi em nossos corações a força de sua Palavra. Por Cristo, nosso Senhor. Ass. Amém

RITOS FINAIS

  1. AVISOS
  2. BENÇÃO FINAL

PR: O Senhor esteja convosco.

Ass.Ele está no meio de nós.

PR: Aquele que Ressuscitou dos mortos e nos fez partícipes de sua Ressurreição nos mostre o caminho da missão e da paz. Abençoe-nos e guarde-nos o Senhor Todo-Poderoso e cheio de misericórdia: Pai e Filho e Espírito Santo.

Ass. Amém!

PR: Anunciando o amor do Cristo ressuscitado, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

Ass. Graças a Deus.

  1. CANTO FINAL

Cristo ressuscitou,aleluia  

Venceu a morte com amor

Cristo ressuscitou,aleluia  

Venceu a morte com amor, aleluia!

 

  1. Tendo vencido a morte

O Senhor ficará para sempre entre nós

Para manter viva a chama de amor

Que reside em cada cristão a caminho do Pai.

 

  1. Tendo vencido a morte

O Senhor nos abriu horizonte feliz

Pois nosso peregrinar pela face do mundo

Terá seu final lá na casa do Pai

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui