Roteiro e reflexão 18º Domingo do Tempo Comum

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18º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B

01 de agosto 2021

 

RITOS INICIAIS

A Comunidade pode trazer para esta liturgia os símbolos deste mês, onde celebramos as Vocações.

  1. REFRÃO MEDITATIVO

Louvarei a Deus, seu nome bendirei

Louvarei a Deus, Ele é minha salvação.

 

  1. CANTO DE ENTRADA

Eis-me aqui, Senhor! Eis-me, aqui, Senhor! /

Pra fazer tua vontade, pra viver no teu amor.

Pra fazer Tua Vontade, pra viver no Teu amor,

eis-me aqui, Senhor!

 

1)O Senhor é o pastor que me conduz,

por caminhos nunca visto me enviou

Sou chamado a ser fermento, sal e   luz,

e por isso respondi: aqui estou!

2) Ele pôs em minha boca uma canção,

me ungiu como profeta e trovador,

Da história e da vida do meu povo,

e por isso respondi: aqui estou!

3) Ponho a minha confiança no Senhor,

da esperança sou chamado a ser sinal,

Seu ouvido se inclinou ao meu clamor,

e por isso respondi: aqui estou!

 

  1. ACOLHIDA E SAUDAÇÃO

PR.Demos graças a Deus que nos chama a viver os ensinamentos de seu Filho Jesus.:Em nome doPai e do Filho e do Espírito Santo.

Ass. Amém.

PR.O Deus da esperança, que nos cumula de todaalegria e paz em nossa fé, pela ação do EspíritoSanto, esteja convosco.

Ass.Bendito seja Deus que nos reuniu noamor de Cristo.

  1. RECORDAÇÃO DA VIDA

No Brasil, o mês de agosto é dedicado às Vocações. Hoje, de modo especial lembramos a vocação dos ministrosordenados: bispos, padres e diáconos. Em nossa caminhada comunitária e pastoral, lembramos daqueles ministros que caminharam conosco. Lembramos também como seguimos o exemplo de Jesus e alimentamos nossos irmãos e irmãs que necessitam de alimento, neste tempo de crise e desigualdade.

 

  1. ATO PENITENCIAL

PR.Em Jesus Cristo, o Justo, que intercede por nóse nos reconcilia com o Pai, abramos o nosso espírito ao arrependimento. (silencio)

PR.Senhor que viestes salvaros corações arrependidos.

AS: Piedade, piedade, piedade de nós (bis).

PR: Ó Cristo que viestes chamaros pecadores humilhados.

PR: Senhor, que intercedeis por nós,junto a Deus Pai que nos perdoa.

PR.: Deus Todo-Poderoso tenha compaixão de nós perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Ass: Amém.

  1. GLÓRIA

Glória a Deus nos altos céus,

paz na terra aos seus amados

A vós vos louvam,

Rei celeste, os que foram libertados!

 

Deus e Pai nós vos louvamos,

adoramos, bendizemos

Damos glória ao vosso nome,

vossos dons agradecemos, agradecemos!

 

Senhor nosso Jesus Cristo,

unigênito do Pai

Vós de Deus cordeiro Santo,

nossas culpas perdoai

Vós que estais junto do Pai,

como nosso intercessor

Acolhei nossos pedidos,

atendei   nosso clamor, nosso clamor

 

Vós somente sois o Santo,

o altíssimo, o Senhor

Com o espírito divino,

de Deus Pai o esplendor

 

  1. ORAÇÃO DO DIA

PR.OREMOS: Manifestais, ó Deus, vossa inesgotávelbondade para com os filhos e filhas que vosimploram e se gloriam de vos ter comocriador e guia, restaurando para eles avossa criação e conservando-a renovada.Por nosso Senhor Jesus Cristo, VossoFilho, na unidade do Espírito Santo.Ass: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

  1. PRIMEIRA LEITURA – Ex 16,2-4.12-15

Do Livro do Êxodo

  1. SALMO – 77(78)

Refrão: O Senhor deu a comer o pão do céu.

  1. SEGUNDA LEITURA– Ef 4,17.20-24

Da Carta de São Paulo aos Efésios

  1. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Aleluia, Aleluia, Aleluia! (Bis)

O homem não vive somente de pão,mas vive de toda palavra que sai da boca

de Deus e não só de pão, Amém, Aleluia,Aleluia!

  1. EVANGELHO – Jo 6,24-35

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo a Comunidade de João

  1. HOMILIA

Há uma lei “sagrada” que é ensinada em lições que vão do berço à sepultura: “Cada um pra si e Deus por todos”. Um complemento mais violento fala de “lei da oferta e da procura”, que eu traduzo como lei “quem pode mais, chora menos”. Não é difícil perceber que este princípio vai se impondo tranquilamente na arena política, no sistema econômico, na área cultural e até no âmbito da religião. Basta prestar atenção aos líderes religiosos e Igrejas que prometem bênçãos em forma de imediata prosperidade econômica e apresentam exemplos de gente que enriquece dando as costas aos necessitados. Isso tem nada a ver com o Evangelho.

No evangelho de hoje João nos apresenta Jesus em plena ação missionária. Já havia realizado três sinais de demonstração da chegada dos tempos esperados, da utopia do Reino de Deus, da Vida plena e gratuita para todos: transformara água em vinho numa festa de casamento fadada ao fracasso; curara o filho de um funcionário do rei; curara um paralítico que há três décadas não abandonava a esperança de recuperar a saúde e a plena cidadania. Impactada por esses sinais, uma grande multidão seguia Jesus. O povo intuía que da periferia e da pobreza estava nascendo uma grande e promissora novidade.

Jesus sente compaixão pelo povo do povo, cansado, carente e crente. A compaixão é filha da fraqueza, da humana vulnerabilidade, das periferias anônimas. Diferentemente, os palácios se sustentam sobre o poder e o medo. No entardecer das possibilidades de ajuda, quando as leis do mercado revelam que não têm coração, Jesus percebe a fome do povo e desperta os discípulos da indiferença que os envolvia inteiramente. Para ver o povo e resgatar a compaixão ativa e redentora também as Igrejas também precisam migrar para as periferias, deixar as discussões abstratas e estéreis, sair da própria barca.

Os discípulos não conseguiam ver saída para o drama do povo fora da lógica do império. “Onde vamos comprar pão para eles comerem?” Sem um plano alternativo, constatam desolados que estão num beco sem saídas: “Nem meio ano de salário bastaria…” Mas, avaliando suas próprias possibilidades, descobrem que entre eles há alguém que tem cinco pães e dois peixes que trazia para as necessidades da comunidade. “Mas o que é isso para tanta gente?”, questionam-se. Parece que eles querem disfarçar o egoísmo elitista, característico de quem pensa apenas nas próprias necessidades.

Como está longe de Jesus uma Igreja que se compraz apenas em palavras e de ritos religiosos, que lava as mãos diante das tragédias que se abatem sobre o povo! O mundo está farto de instituições que entregam seus membros à implacável lógica dos impérios. E não nos desculpemos perguntando o que representam cinco pães e dois peixes para uma multidão de famintos! “O pouco com Deus é muito; o muito sem Deus é nada”, ensina a sabedoria popular. Num mundo que produz alimentos de sobra, a morte anual de milhões de pessoas por causa da fome é um escândalo. Uma pessoa que morre de fome é uma criança assassinada.

A saída não é simples, mas seguramente não consiste em cada um cuidar apenas de si mesmo, nem em considerar povo faminto um simples objeto de caridade. O povo é soberano, e as autoridades devem colocar-se a seu serviço. E não se trata de povos nacionais, mas de um único povo, aquele que congrega todos os homens e mulheres. Paulo enfatiza que há um só corpo e um só espírito, uma só fé, uma só esperança, um só batismo, um só Senhor. Ou seja: todas as divisões são arbitrárias e fadadas a desaparecer. Certamente a luta pelo pão na mesa de todos não pode ser estranha à unidade do gênero humano.

A solução para a crise alimentar sistêmica que fere a humanidade, agravada ainda mais pela pandemia, não está ao alcance de um país ou de uma Igreja particular. A saída começa com a adoção de um consumo moderado pelos ricos e com a erradicação da exploração comercial por parte dos países poderosos. E prossegue na defesa da soberania alimentar dos povos e na pressão para que os organismos multilaterais tomem medidas efetivas que garantam o acesso universal aos alimentos. E isso não é algo estranho à fé! A comida suficiente aparece quando Jesus assume o protagonismo e os discípulos se associam à sua ação.

Jesus de Nazaré, peregrino incansável no santuário das dores humanas, próximo de todos/as os/as sonhadores/as e construtores/as de um mundo outro! Dá-nos olhos abertos e lucidez intelectual para que encontremos os recursos necessários para evitar as tragédias que golpeiam teus irmãos e irmãs. Dá-nos um coração que nos leve ao encontro deles/as para servi-los com tudo o que somos e temos. Dá-nos um coração forte que nos livre de pregar doutrinas escapistas ou soluções violentas. Assim seja! Amém!

Texto de Itacir Brassiani.

  1. PROFISSÃO DE FÉ
  1. PRECES DA ASSEMBLÉIA

PR.Irmãos e irmãs, elevemos ao Senhor a nossa oração rezando juntos:

Ass. “Senhor, dá-nos sempre desse pão”!

  1. Pela Igreja, para que se faça sinal da bondade de Deus em meio à realidade de nosso mundo, pedimos com fé:
  2. Pelos sacerdotes, para sejam sensíveis aos clamores do povo e sejam parceiros na busca de um mundo mais justo e solidário, pedimos com fé.
  3. Por nossa comunidade, para que seja saciada com o pão da Palavra e o pão da Eucaristia, e assim, nunca nos afastemos do projeto iniciado por Jesus Cristo, pedimos com fé.
  4. Pelos vocacionados, para que sigam os caminhos do Cristo, pedimos com fé.
  5. Tudo isso vos pedimos, ó Pai, por Cristo Ressuscitado.

Ass. Amém.

LOUVAÇÃO E AÇÃO DE GRAÇAS

  1. CANTO DAS OFERTAS

É o momento de fazer nossa oferta para manter as necessidades da comunidade, cantemos:

  1. Os grãos que formam a espiga se unem pra serem pão. Os homens que são

igreja se unem pela oblação.

Diante do altar, Senhor, entendo minha vocação. Devo sacrificar a vida por

meu irmão

  1. O grão caído na terra, só vive se vai morrer. É dando que se recebe; morrendo,

se vai viver.

  1. O vinho e o pão ofertamos, são nossa resposta de amor. Pedimos humildemente, aceita-nos, ó Senhor.

 

  1. CONVITE À AÇÃO DE GRAÇAS

Enquanto se faz um canto, o Ministro da Eucaristia traz o pão consagrado e o coloca sobre o altar. Todos fazem uma breve inclinação.

 

PR.Irmãos e irmãs, vamos juntos dar graças a Deus, repartindo o Pão Consagrado, em memória de Jesus que se encontra em nossa mesa e nos dá o

seu perdão. Cantemos acolhendo o Pão Eucarístico.

 

  1. O Senhor esteja com vocês.

Ass. Ele está no meio de nós!

  1. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

Ass. É nosso dever e nossa salvação!

 

  1. ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS:

PR.Nós te damos graças, ó Deus da vida,porque neste dia santo de domingo

nos acolhes na comunhão do teu amore renovas nossos coraçõescom a alegria da ressurreição de Jesus.

T: Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

PR.Esta comunidade aqui reunida recorda a vitória sobre a morte,escutando a tua Palavra e repartindo o pão,na esperança de ver o novo céu e a nova terra,onde não haverá fome, nem morte, nem dor,e onde viveremos na plena comunhão do teu amor.

T: Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

PR.Por este sinal do corpo do teu Filho,expressamos nosso desejo de corresponder com mais fidelidade à missão que nos deste e invocamos sobre nós o teu Espírito.Apressa o tempo da vinda do teu reino,e recebe o louvor de todo o universo e de todas as pessoas que te buscam.

T: Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

 

PR.Ó Deus, criador do céu e da terra, os nossos louvores e as nossas preces cheguem a vós pelas mãos daquele que é nosso único mediador, Jesus Cristo, nosso Senhor, por quem oramos com as palavras que ele nos ensinou:

Ass. Pai nosso…,

 

  1. RITO DA COMUNHÃO

PR.Irmãos e irmãs, participemos da comunhão do Corpo do Senhor em profunda unidade com nossos irmãos que, neste dia, tomam parte da Celebração Eucarística, memorial vivo da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. O Corpo de Cristo será nosso alimento.

 

PR.Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

Ass:  Senhor, eu não sou digno …

 

  1. CANTO DE COMUNHÃO

1- Se calarem a voz dos profetas,

as pedras falarão

Se fecharem os poucos caminhos,

mil trilhas nascerão

 

Muito tempo não dura a verdade,

nestas margens estreitas demais

Deus criou o infinito

pra vida ser sempre mais

É Jesus esse pão de igualdade 

Viemos pra comungar

Com a luta sofrida do povo

que quer ter voz, ter vez, lugar

Comungar é tornar-se um perigo

Viemos pra incomodar

Com a fé e união nossos passos

um dia vão chegar

 

2 – O Espírito é vento incessante,

que nada há de prender

Ele sopra até no absurdo,

que a gente não quer ver.

 

3 – No banquete da festa de uns poucos,

só rico se sentou

Nosso Deus fica ao lado dos pobres,

colhendo o que sobrou.

 

4 -O poder tem raízes na areia,

o tempo faz cair.

União é a rocha que o povo

usou pra construir.

 

  1. ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO

PR.Acompanhai, ó Deus, com proteção constante os que renovastes com o pão do céu e, como não cessais de alimentá-los, tornai-os dignos da salvação eterna.Por Cristo, nosso Senhor. Ass. Amém

 

RITOS FINAIS

  1. AVISOS
  1. BENÇÃO FINAL

PR: O Senhor esteja convosco.

Ass. Ele está no meio de nós.

PR:Abençoe-nos e guarde-nos o Senhor Todo Poderoso e cheio de misericórdia: Pai e Filho e Espírito Santo.

Ass. Amém.

PR:Vivendo a missão de anunciar o Evangelho a todos, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

Ass. Graças a Deus!

  1. CANTO FINAL

A necessidade era tanta e tamanha

Que a fraternidade saiu em campanha,

Andou pelos vales, subiu as montanhas

Foi levar o seu pão.

A dor era tanta, a injustiça tamanha,

Que a luz de Jesus que o seu povo acompanha

O iluminou pra viver em campanha

Em favor dos irmãos.

 

Um só coração e uma só alma,

Um só sentimento em favor dos pequenos

E o desejo feliz

De tornar o país

Mais irmão e fraterno

Vão fazer de nós

Povo do Senhor

Construtores do amor,

Operários da paz,

Mais fiéis a Jesus;

Vão fazer nossa igreja

Uma Igreja mais santa

E mais plena de luz.

 

Erguer as mãos com alegria

Mas repartir também o pão de cada dia! (3v)

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